domingo, 8 de abril de 2012

Fotos do Festival de Curitiba

Desvio para o Azul por Luc de Sampaio, um dos fotógrafos oficiais do Festival de Curitiba.













Fotos de Desvio para o Azul na Fnac

Fotos de Desvio para o Azul na Fnac Curitiba:

A programação do dia.

Cena inicial.

Emanuelle Sotoski.

Vivian Schmitz

Na peça, A Primeira e A Segunda.



Platéia.

Com Ana Ferreira, a autora e diretora.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Desvio para o Azul na Fnac Curitiba

Esta terça, dia 03 de abril, é dia da estreia de Desvio para o Azul. Mas é também dia de apresentação pocket da mesma na Fnac Curitiba. É às 19h30 e, como sempre, a entrada é franca.


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ensaio fotográfico

Ontem, tiramos uma série de fotos para a divulgação do nosso novo espetáculo, Desvio para o Azul. Como sempre, apenas uma ou duas delas acabam indo pra imprensa. O que me dá um dozinho, me dá vontade de compartilhar um pouco mais... Então aqui vão algumas.
O crédito das fotos é de Isaías Emílio do Estúdio La Photo.
As duas mulheres são as atrizes Emanuelle Sotoski e Vivian Schmitz.












sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Uma olhada pelo buraco da fechadura

No ensaio de hoje...






O teatro é necessário - mas não é para todos

O teatro é necessário - mas não é para todos
Por Ana Ferreira. 


A necessidade não é algo tão objetivo quanto a palavra pretende insinuar. Para sobreviver temos a necessidade de oxigênio, comida e uma temperatura terrestre mediana. Mas a necessidade de sobreviver existe? A que se deve uma existência? Do ponto de vista da natureza, apenas para servir a continuidade do ciclo de existências. Daquele pessoal, à felicidade. Por essa dificílima empreitada, a felicidade, grande parte da humanidade tem brigado há décadas acreditando que doces sonhos são feitos de lágrimas de outros. Uma outra parte, bastante restrita, essa que se envolve com o pensar artístico e é, por isso, privilegiada, sente-se culpada por essa vantagem e passa então a pensar que deve consertar o mundo. Grotowski, em uma palestra no Rio de Janeiro em 1974, já teria dito que ninguém pode mudar a própria vida em busca da felicidade sem que mude a dos outros. Mas também alertou sobre o perigo de se querer transformar o mundo e a impossibilidade de, mesmo em círculos pequenos, modificar a vida como um todo através da arte. “Através da cultura, é verdade, pode-se falar a propósito das modificações do mundo. Através da criação pode-se falar como mudar a vida, as estruturas, a civilização, como tornar o mundo melhor. Mas ‘falar a respeito’ não modifica nada. Lamento”, disse o teatrólogo. Fato é, que o seres humanos encontram a felicidade através de diferentes meios, alguns da religião, outros no contato com os fenômenos naturais, outros na relação com o outro. São formas de entrar em contato com uma essência da vida. Denis Guénoun nos deu a pista sobre de que se trata o teatro: libertar a própria existência para convidar o próximo a libertar a sua. O teatro nos é apresentado então como uma das tentativas de felicidade, como uma forma de tentar o contato com o outro encontrar-se.
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Para Grotowski, a única forma de se relacionar profundamente com outro ser humano é através da verdade. Este é o problema geral da arte: quer-se evitar o ato verdadeiro, substituí-lo por sua imitação perfeita. Mesmo no teatro chamado “de participação” tudo se apresenta banal, a espontaneidade instintiva a que se propõe é extremamente falsa. Foi essa a consciência que começou a surgir em meados do século passado e nos trouxe à exposição do jogo, ato pretendido pelo teatro contemporâneo. Na cena, toda presença é concreta, o ator expõe essa condição e faz dela um instrumento para estabelecer uma relação de sinceridade com o espectador que permita a fruição da ação poética. O representado não é mais a verdade do texto, a verdade do texto teatral é desnudamente poética: a ficção não deve ser servida pelo ator, mas o ator deve, se for o caso, induzir ficções. Se muitas narrativas ainda roçam no imaginário das personagens, não o obedecem mais.
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"Trata-se então de elaborar uma verdade física. Os métodos variam: procura de uma autocolocação de uma interioridade (que, diante do olhar, deve ser conquistada), ou, ao contrário, trabalho da exposição pela exposição, buscando sua eclosão como ostentação no âmbito da verdade. O horizonte é sempre o de uma precisão: do deslocamento, do gesto, do olho, da própria imobilidade. E esta exigência não é representativa, mas apresentativa" (GUÉNOUN, p. 133).
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Portanto a motivação do teatro é a do jogo entre a poesia e a existência. Trata-se de uma arte necessária na medida em que é um meio de busca pela verdade da vida através do contato real com o outro possibilitado pela poética. “O teatro é o jogo deste existir que oferece ao olhar o lançar de um poema. Só o teatro faz isto: só ele lança o poema para diante de nossos olhos, e só ele lança e entrega a integridade de uma existência” (GUÉNOUN, p. 147).
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A questão é que, desde que o teatro decidiu por sua independência do imaginário, perdeu considerável número de público. Denis Guénoun defende que ele se deslocou para as aulas de interpretação, tentativa de se aproximar de uma arte da qual sente distância. Os tantos espectadores potenciais do jogo exposto estariam esperando do ator, que ali liberta sua existência, um convite para em dado momento fazerem o mesmo, para ser parte da ação dramática. Talvez seja essa sua necessidade. Buscar essa troca é, talvez, uma forma de estabelecer uma comunicação mais profunda com aqueles que ali estão e, ainda, de atrair mais pessoas ao teatro. Afinal, querer se agrupar, ser componente de um conjunto, é uma tendência natural da humanidade. Busca-se na ação do outro uma inspiração ou justificativa para a própria. Por mais que soe massacrante, é libertador. Quanto maior a comoção, mais catártico.
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Invoco novamente Grotowski para lembrar que não devemos nos enganar. O que queremos é apenas ser feliz e uma ação teatral verdadeira não garante nada disso. Ela é um meio de tentar, mas não o fim em si. Porém acredito que sua necessidade está exatamente em propor esse caminho. Querer que mais pessoas se integrem, querer espalhar esse bem para o mundo é válido na medida em que novos grupos se unem para tentar um contato com o outro, mais gente tem acesso a essa via de auto-encontro. Está aí a importância de procurar esse espaço que convide o espectador a libertar a própria existência. Mas querer que o teatro tome para si a responsabilidade de ser um remédio para os males da humanidade é querer fazer dele mais uma enganação, mais um produto fácil da cultura de massa que alimente a insaciedade e o vazio do espírito. Se, em alguns séculos passados, o teatro já foi tão popular quanto hoje é o cinema, é porque muitos buscavam nele o puro entretenimento, hoje existente em variedade rápida e fácil. Nem todos estão dispostos a pagar o preço da procura pela felicidade. O teatro, ao menos o teatro de exposição, nunca pertencerá a todos. Porque o teatro não é fácil, como ser feliz também não.

Texto de 2009. 



Bibliografia:
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Guénoun, Denis. O Teatro é Necessário?. São Paulo: Perspectiva, 2004.
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Palestra proferida por Grotowski em 8 de julho de 1974, no Teatro Nacional de Comédia, Rio de Janeiro. Tradução e transcrição: Yan Michalski. Não publicada.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Desvio para o Azul:
a ficção como habitação mais vívida da realidade concreta.

Em Abril, no Festival de Curitiba. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Festival de Curitiba divulga espetáculos da Mostra Oficial

Confira os espetáculos que fazem parte da “Mostra Oficial” do Festival de Curitiba, em 2012:

» Los Pájaros Muertos
Direção: Marcos Morau (Espanha)

» A Peça do Casamento
Direção: Pedro Brício
Elenco: Guida Vianna e Dudu Sandroni

» Essa Febre Que Não Passa
Realização: Coletivo Angu de Teatro e Atos Produções Artísticas
Elenco: Ceronha Pontes, Hermila Guedes, Hilda Torres, Márcia Cruz, Mayra Waquim, Nínive Caldas e Helijane Rocha

» Estamira – Beira do Mundo
Direção: Beatriz Sayad
Elenco: Dani Barros

» Fausto ComPacto
Direção: Marcos Azevedo
Elenco: Luiz Damasceno, Selma Egrei, Ricardo Homuth e Thiago Codinhoto

» Hécuba
Direção: Gabriel Villela
Elenco: Walderez de Barros, Flávio Tolezani, Fernando Neves, Leo Diniz, Luisa Renaux, Luiz Araújo, Rogério Romera, Nábia Vilela e Marcelo Boffat

» Licht+Licht
Realização: Cia de Ópera Seca
Direção: Caetano Vilela
Elenco: Fabiana Gugli, Germano Melo e Wagner Antônio

» Luis Antonio – Gabriela
Realização: Cia. Mungunzá de Teatro
Direção: Nelson Baskerville
Elenco: Marcos Felipe, Lucas Beda, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias e Day Porto

» Eclipse
Realização: Grupo Galpão
Direção: Jurij Alschitz
Elenco: Chico Pelúcio, Inês Peixoto, Julio Maciel, Lydia Del Picchia e Simone Ordones

» Julia
Realização: Cia. Vértice
Direção: Christiane Jatahy
Elenco: Julia Bernat, Rodrigo dos Santos e Tatiana Tiburcio

» Namíbia, Não!
Direção: Lázaro Ramos
Elenco: Flávio Bauraqui e Aldri Anunciação

» O Libertino
Direção: Jô Soares
Elenco: Cassio Scapin, Luciana Carnieli, Luiza Lemmertz, Tânia Casttello, Erica Montanheiro e Daniel Warren

» Palácio do Fim
Direção: José Wilker
Elenco: Antonio Petrin, Camila Morgado e Vera Holtz

» Rosa
Direção: Ana Paz
Elenco: Debora Olivieri

» Gargólios
Direção: Gerald Thomas

» De Verdade
Direção: Marcio Abreu

» Caravana – Memórias de um Picadeiro
Realização: Circo Roda
Direção: Chico Pelúcio

» O Casamento
Realização: Fodidos Privilegiados
Direção: João Fonseca

» Escravas do Amor
Realização: Fodidos Privilegiados
Direção: João Fonseca
Elenco: Sérgio Marone e Juliana Baroni

» Wii Previsto de Nós Outros
Direção: Lara Pinheiro

» Judy Garland – O Fim do Arco-Íris
Direção: Möeller & Botelho

» Nem um Dia se Passa Sem Notícias Suas
Direção: Gilberto Gawronski

» Ah, a Humanidade!, e Outras Exclamações
Direção: Murilo Hauser

» Obituário Ideal
Direção: Thiare Maia e Rodrigo Nogueira

» Equus
Direção: Alexandre Reineke

» Aquilo que meu Olhar Guardou para Você
Realização: Grupo MagiLuth
Direção: Luiz Fernando Marques

» O Idiota
Direção: Cibele Forjaz

» O Jardim
Direção: Leonardo Moreira

Fonte : Gazeta do Povo

» Lembrando que a ACRUEL estará na Mostra Coletivo de Pequenos Conteúdos com Desvio para o Azul. Confira as datas e horários :

03/abril (terça): 13h

04/abril (quarta): 16h

05/abril (quinta): 19h

06/abril (sexta): 22h

07/abril (sábado): 13h


Local: TUC - Teatro Universitário de Curitiba - Galeria Julio Moreira s/n - Centro - Largo da Ordem.
Integrando a mostra Coletivo Pequenos Conteúdos.

Capacidade: 45 lugares.

Entrada: R$20 e R$10 (meia). A venda de ingressos começa nessa sexta dia 17/02 nos quiosques dos shoppings Muller, Palladium e Barigui.




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