terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A receita

Depois de uma semana de discussões e esclarecimentos, entraremos agora na criação cênica. Ela será toda baseada em uma "receita" para a composição desta obra. Esta receita envolve objetivos artísticos e estratégia de ação. Abaixo, selecionei um pouco da receita para apresentar a vocês. Aproveitem:

A caixa transparente, o espaço outro neste espetáculo, não é o local para a ação. Ela é o instrumento que dá ao público a habilidade de leitor onipotente – aquele que percebe e observa algo a mais na realidade. Os performers na rua estão inseridos no espaço real, naquele em que a vida deste leitor (que neste momento só tem a opção de ler) acontece.

A obra Espaço Outro, além de cuidar da fruição artística, possui um segredo a ser desvendado, um desafio às habilidades cognitivas do espectador. Este desafio é apenas um convite, não há a obrigação de se aceita-lo para estar inserido na obra, pode-se apenas deliciar-se com a potência das imagens.

Espaço Outro tem uma estrutura ligada a preposição “re”. A repetição acontece do início ao fim do espetáculo. A cada nova, tem-se uma espécie de nível diferente do jogo, onde é possível refazer/reviver/reciclar/re-significar as ações.
As cores auxiliam nesta re-significação, na expressão do estado interno.
Apesar do "re" ser uma volta ao passado, ele caminha para o futuro, como na idéia da contagem regressiva.

Bom, por enquanto adianto isso. Mais adiante, conversamos um pouco mais. Até!

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