terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"É uma vez e para sempre" em cena

A ACRUEL já rertornou das férias.
Antes de retomar o processo criativo do "Espaço Outro", voltamos a dar uma atenção para o "É uma vez e para sempre", espetáculo que acabou ficando pra mais tarde, mas que ainda está nos nosso projetos.
Pra ter uma idéia do que se trata, acompanhe abaixo um pouco do que a peça propõe cenicamente:

A acuidade visual é um caráter importante desta montagem, principalmente por tratar de um tema onde impera a fantasia e o simbolismo - os contos de fadas. O cenário e o figurino são formados por diferentes consistências do plástico, criando um ambiente de cristal – belo, perfeito, durável e frágil – industrial e contemporâneo. Tudo é branco, desde a caixa cênica até roupas, acessórios e móveis. Tem-se, assim, a atmosfera gélida ideal para os sentimentos de infinito, abandono, vazio e desencontro que permanecem na maior parte das histórias. O momento no qual a visualidade do espetáculo se altera é na última cena, constituída pela celebração padrão do final feliz. Cores vivas mudam o clima, dando-lhe leveza e alegria. Estes diferentes tons aparecem na mesa de um grande banquete.

Na ação cênica, a importância visual é dada aos corpos das atrizes. A proposta é que eles construam imagens da brutalidade e do divertimento, essências dos contos de fadas. Para isto, seguindo o mesmo formato dinâmico do texto, sobrepõem-se formas espetaculares. Faz-se uma montagem ou colagem de figuras diversas, técnica própria da Pop Art.

Aqui, usa-se da linguagem contemporânea do consumo, o Pop, para elucidar o que os personagens dos contos de fadas são na memória ocidental: símbolos do desejo. As representações complexas cultivadas em nossa tradição ganham este corpo para potencializá-las na sociedade atual, já que ele carrega a popularidade e os traços fortes necessários. Desta forma, duas partes do imaginário que cerca a vida cotidiana e as massas se encontram e se fortalecem: a Cultura Pop e a Popular.

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