quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O por quê

A arte, em geral, habita um espaço estranho à sociedade contemporânea. Ela tem sido pouco eficiente em exercer algum efeito sobre a massa. Talvez a afirmação de Foucault sobre os espaços serem responsáveis pelas específicas relações sociais em cada cultura ajude a entender que a arte necessita se incluir em outro lugar dentro dos costumes. Mesmo o teatro que é heterotópico por natureza, uma vez que encerra, em um local, a reprodução do que não está ali, precisa estabelecer novas interlocuções espaciais. A tentativa neste projeto é, portanto, através da infiltração no espaço público, estabelecer um discurso no qual a exibição artística se mescle à vivência, e que a convivência destas duas instâncias, representação e vida, permita um contato mais íntimo com os cidadãos.

A eficiência da comunicação é também buscada no ato de recontar os contos de fada adaptados à linguagem e ao conteúdo contemporâneo. Esta é uma importante característica deste projeto. Trata-se de um retorno as essências da cultura ocidental que visa, dentro do formato contemporâneo, reencontrar a ponte com o espectador. O processo colaborativo de criação da dramaturgia permite que se tenham várias referências míticas organizadas em uma forma bem acabada, de estrutura inteligente.

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