terça-feira, 19 de agosto de 2008


Vai,volta, sente cada pedacinho das costas que encosta, massageia, chora, relaxa, interrompe. E passa, e base,e outra base, os ossos machucam as vezes, mas para ser uma base eles tem que ser fortes e rígidos para me agüentar,para agüentar tudo o que coloco nesse prédio.. melhor, edifício, não,buraco... mas o buraco não precisa de base, o que segura um buraco? As coisas que não tem base são sempre coisa intocáveis..mentira, a base familiar é tocável..depois passa a ser intocável.
A santa ceia é uma coisa de base,ali estão a base da sociedade tocável.. ó cristo, porque fizeste isso comigo, não t toquei e logo não me conformei com a sua historia...
Porque as coisas crescem para cima? Tem alguma ligação com Deus? Nós crescemos para cima, os prédios, os números... tem gente subindo a escada, e sobe como plantas, como pássaros,como aviões, como a Nasa.
Procuro minha base no outro corpo,o suporte físico do meu edifício, que já parece o Palace II, estou prestes a desmoronar por dentro, até onde posso subir pelas paredes sem demoli-las? A bola de aço contra a parede, o método mais grotesco de demolição de edifícios, ainda prefiro o dinamite, mas o prazer é muito instantâneo,muito menor que o lego, parecido com os castelinhos de areia na praia. Nunca fiz uma boa estrutura de castelo, acho que é aí que está me problema de base, nos castelos da minha infância, quando os castelos caíam... nunca fui insistente em deixá-los em pé,por isso nunca fui a princesa que ali dentro habitava. Mas sempre gostei de véus e fantasia.
Coloco no papel as amarguras de construir castelos tortos com véus coloridos.

Rubia

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