sexta-feira, 19 de setembro de 2008

um certo homem maquina


Tudo começa como começa qualquer historia. Do nada pessoas se reúnem em busca de uma aventura. Elas terão altos e baixos. E haverá momentos em que se suporá que não chegaram ao fim. Mas no fim farão algo fantástico. Elas não sabem e por isso sofrerão. Mas já está tudo escrito. E dentro de 6 meses tudo em suas vidas irá mudar. Mas antes de começarmos a aventura férias porque ninguém é maquina. A não ser um futuro conhecido.
Tic-tac. Tic-tac. Tic-tac. Prontas pra começar?
- ainda não.
-por que?
- peguei varicela.
Quando voltei tudo tinha mudado. Alguém fazendo campanha política, outras atrás das mulheres de Picasso ou Vincius.
Es então que surge nosso Deus tocando ao fundo Enia e tudo o que tiver direito – Nina Rosa Sá. Com nosso ex-futuro conhecido agora atual senhor maquina. E ela não tinha se afogado. E o seu coração era um relógio. Naquele instante meu coração bateu mais forte, ou foi o cérebro? As vezes a coisas que vc não entende mas mesmo assim te pegam.
Lembro de cada carinha. E se fossemos desenhos animados a Thaisa teria concerteza no lugar da cabeça um ponto de interrogação.
Apresentados os personagens passaremos ao próximo capitulo. AS RAIAS.
Sim nos fazíamos montinhos e adorávamos os abraços não eram nada mal. E as imagens – corre, anda, deita, pula, pula, pula, pula, não isso é outra peça. Mas o que é mesmo que heiner muller queria dizer? Cri. Cri. Cri. Mas o que é mesmo que nos queríamos dizer? As paredes se destroem entre nos. E no meio de tudo isso SP. 1 vez por mês lá e outra cá. Não, não era o masp é só uma torre vermelha. E andar das clinicas ao trianon foi moleza. Queria ter ido ate o fim- da paulista.É já faz 2 anos. O mais surpreendente de tudo foi que na Sé encontrei o Suplicy. As lembranças ficaram meio escuras, mas ainda estão aqui. É só puxar uma que elas voltam.
Capitulo 3: Não vai dar certo.
Ensaios cancelados, atrasos e paciência, muita, muita, muita paciência. Mas vc lembra das imagens?
Catchup/ livros/ peixes/ melancia/ cruz. Ah tinha também o frango assado, farofa só lá no final. Sapatos/carne/ tic-tac/ki-suco. Ingerimos tudo erguemos as mãos pro céu e demos gloria a Deus. Afinal estávamos fudidas e mal pagas, ou melhor, estávamos pagando pra fazer tudo isso. Enquanto uns tem demais outros.... e por isso vieram os tombos. Como o da Ligia no corredor. Não menina ai não é lugar de ensaiar.
Chega o momento de nossa pausa Dramática . Ele geralmente vem antes de um momento importante, um momento que se deseja que todos prestem atenção. O momento de um silêncio ensurdecedor. Não nessa pausa não há silencio.
- Vamos é preciso encher os pulmões. 1 , 2, 3. Eles já não tem força e cada enchida é mais espaçada. E não é o silencio que ensurdece. É o barulho. Tudo que eu queria era gritar bem alto PARA.Acabou não há mais nada a fazer. Agora só me resta fugir para não ver o que vem a seguir. A dor vai junto. 1/2/3 piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
E tudo que eu não queria era cantar: _ Dorme minha pequena...
Eu sai por ai e quando voltei havia um abraço. Que não esperava precisar. E é com esse abraço que termino essa pausa porque depois disso nada é igual.
A peça já tinha estrutura. O balé precisava de ensaio, mas pra uma punk nada é impossível. Sim, vc vai ser uma emo Ligia. Peruca rosa e cabelão. Em duas semanas de ensaios em um certo teatro de manha. Muitas risadas. E dor. Mas conseguimos manter a pose. por varias musicas. Eu falei que a gente teria muitas quedas.( não os pequenos cisnes não cairão . quase mas só depois do catchup).
Vocês sabem que precisam de direitos.
-não recuso os meus. Brigada.
Não deu. E mister sorrisinho no fundo teve uma pontinha de culpa. Mas so la no fundinho. Embroilios , mas tudo resolvido se não fosse uma espécie a qual não lhe agrada Roberto Carlos. Calma nada vai se putrefazer.
- você me deixou aqui pra morrer
-ah?
- você me deixou aqui pra morrer?
-Eu te deixei e fui correr?
- vocês me entendem ne?
- não, não entendo. Acho que vc tomou morfina demais..
- eu so quero chorar.
- não tem que fazer a farofa
no final viramos um grupo musical. Capa do disco ficou ótima.
E essa peça na verdade era um roteiro gastronômico e tudo sempre terminava com café.

Emanuelle Sotoski

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